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Maio 17, 2008

Mitzy, a Gata


A melhor destruidora de guardanapos de papel que conheço.

A melhor companhia de escovagem de dentes, sempre lá ao lado, prestes a deitar-se em pleno lavatório.

A campeã do Mundo de queda de pêlo.

O melhor aquecedor de pernas alguma vez já inventado.

Nunca pensei render-me a uma gata.

Maio 16, 2008

Sinto-me aflita, sempre que quero escrever mas os pensamentos estão tão acelerados que a escrita não os acompanha. E, para não sair nada de jeito, mais valia não escrever.
Mas estou aqui com a minha gata num T1 algures em Lisboa, a olhar pela janela estreita e alta para a rua vazia de tudo, apesar de ser Sexta à noite. E em vez de ficar aflita com o não-escrever mais vale lamentar-me posteriormente de tudo aquilo que não/escrevi.
Ao fim de quase três anos a viver aqui, mudei a disposição do quarto. Algo que já ambicionava fazer há muito tempo mas que, e quase parece ridículo dizer isto, nunca tive tempo. É verdade. Das oito da manhã às nove da noite, todo o santo dia fora de casa, chegar, escrever, dormir e acordar. Tem sido assim desde Novembro, foi cansativo, foi muito cansativo e agora quase que se aproxima o período de acalmia.
O estágio acabou, as Jornadas acabaram ontem, agora só falta o Fórum das Ciências Sociais. Depois do dia 4 de Junho estarei, aparentemente, livre que nem um passarinho para me dedicar aos estudos, para passar o semestre, consequentemente o ano e, em Setembro, ir toda contente bater asas para Itália.
Não deixo de estranhar, quinze anos depois de ter entrado na escola, que continue a levar os estudos assim: aquilo que deveria ser o centro da minha essência é quase como um part-time. Agora, nos intervalos, chegou a altura de tentar recuperar a matéria. O sistema é muito bom, porque dá para safar relativamente bem, mas às vezes pergunto-me como seria fazer parte daquele conjunto de alun@s que vive apenas e só para os seus estudos e que quer lá saber do contributo pedagógico das Jornadas de Curso, e do Núcleo do Curso e o raio que o parta. É muito bonito ser altruísta, mas tem custos. O pior de tudo, é que eu nunca aprendo a lição e, para mim, continua a ter muitos mais benefícios do que perdas. Ganho muito mais com cada minuto de investimento no currículo paralelo do que naquela cadeira horrorosa de Direito Administrativo, que deve ser o Direito mais enfadonho à face da Terra.
Ainda assim, o corpo ressente-se. Hoje andei a caldo de arroz. Estou absolutamente estoirada, 9,10,11 - projecto final de estágio, 12,13,14,15 Jornadas de Ciência Política e agora ainda temos que ultimar a organização do tal Fórum. Isto sem esquecer os meses de trabalho que a organização deu, das semanas em que não fui a uma única aula porque só pus os pés no ISCSP para assegurar que tudo ficasse perfeito.
E ficou. As Jornadas correram lindamente e nunca vi Jornadas assim desde que estou naquela faculdade. Tivemos pessoas de outras faculdades a participarem nelas, tivemos lá presentes os Média, chegámos a ter duzentas pessoas no modesto auditório de cento e cinquenta. Foi um juntar de esforços para um objectivo comum. E valeu a pena.
Estou orgulhosa de nós. E de mim, em certa medida. Neste que considero o meu último ano no ISCSP como aluna de licenciatura, pois para o ano estarei em Itália, sinto que já dei alguma coisa à minha Casa, à "escola de regime", à "escola fascista", à "escola tradicionalista", à "escola obsoleta" e que, sendo tudo isso e sendo também tudo isso um grande conjunto de mitos, o ISCSP tem sido muito mais para mim do que alguma vez julguei. Desenraizar-me de Mangualde foi muito mais fácil do que a maioria das pessoas pensa. Não tenho saudades de viver lá. Não tenho saudades nenhumas de sentir os efeitos colaterais da vida numa cidade pequena, não sinto saudades de ter olhos pregados em mim (tal como em toda a gente...) verificando cada passo que dava. Não sinto saudades do ambiente mesquinho em que me senti crescer. Lisboa é livre e o ISCSP deixou-me recomeçar.
Agora, tudo o que preciso este fim-de-semana é o meu retiro "espiritual". Preciso de um momento para mim, de um dia sem viagens de comboio e autocarro, de um dia sem pessoas e prazos e coisas para assinar, preciso de um dia para mim e para a minha escrita, para a minha gata e para finalmente limpar este nojo de casa que tem o pó a 2 cm de altura. Depois disso, a ver se chega a altura de voltar a pegar "o touro pelos cornos", especialmente em Microeconomia. Os anos de Matemática ensinaram-me que a prática leva à perfeição.
(Se eu ao menos conseguisse dormir...)
Queixo-me: não durmo. A madrugada pertence-me. Mas ao menos esta sou eu. (Percebes quando te digo que não quero químicos?)
Não durmo e escrevo, não durmo e penso, não durmo e faço. Se me fazem dormir, nada do que eu sou se revela e o dia parece coberto por uma grande nuvem e sufoca-me, sufoca-me porque não penso, não expresso, não escrevo, não produzo, não trabalho.
Assim é melhor. E a gata faz-me companhia.
Rainmaker.

Abril 29, 2008

Escrito às 20:00 do dia 29 de Abril de 2008

(foto por mim)
Hoje faço dezanove anos. Agora, às 20:00. Dezanove é o meu número preferido e desde pequena que ambicionava chegar a esta idade. Não sei porquê, mas só por causa disso este aniversário está a ter um sabor diferente de todos os outros. Talvez porque hoje me sinto Primavera.

Não estou com a minha irmã, com a minha avó, com o meu avô, nem com os meus pais, nem com a minha madrinha nem com os meus outros avós. Mas vou estar com o meu padrinho, a minha tia e o meu afilhado de dois anos e meio.


Não estou com a Joana, com o Jaime, com o Mário, com o Fred e a Marina está na Polónia.


Mas estive ontem com o Tiago, com o Miguel A., com a Filipa, com a Cláudia, com a Milene, com a Joana e o Tiago de RI, com o Vasconcelos, com a Professora Isabelinha e com o Paris.


Hoje estive com a outra Filipa (a loira!), com o Tiago de CP, com a Tânia, com a Paula, com o Filipe e com o Pedro.


Estive rodeada de boa gente. Amigos. Pessoas que me querem bem, que eu quero bem, e que é genuíno porque já não há como o não ser, quando se ultrapassa a idade do armário e quando o clima depois de três anos é de cooperação, apoio, suporte, projectos de braços dados.



O Paris consultou o meu blogue há uns dias. Ficou surpreendido porque viu um poema nele. Estou no terceiro e penúltimo ano de Ciência Política. Isso nota-se ao pequeno-almoço, ao almoço e ao lanche - todos eles na faculdade. Já nos é tão intrínseco discutir as boas e más-novas que outra coisa não fazemos. Ontem foi a Ferreira Leite. Hoje ao almoço foram as empresas de consultoria. Ai. Em que canto ficam os escritos, as palavras de mim? Aqui e nos Megabytes que tenho no pc de letras e letras digitadas em vão, aqui e nos papéis grandes e pequenos, nas costas dos bilhetes de comboio suburbano, nos lenços de papel, nos cadernos bonitos comprados propositadamente para receber os meus alegadamente merecidos escritos... Mas é tudo em vão. Continuo a escrever, desenfreadamente, quando a sanidade me deixa concentrar em mim mesma e não no todo colectivo, naquele todo com o qual me preocupo tanto que faz com que me rotulem de esquerdalha - mas tão depressa sou anarca como autocrática. Na verdade, ninguém sabe de mim - nem eu! - e não tenho feito por saber. Não tenho feito por saber, não.


A minha mãe educou-me à base de metáforas. A primeira delas todas é a preciosa: "a inteligência é uma espingarda sem balas". A segunda, advém do amor: "sou tua mãe e sou o teu pauzinho de feijoeiro. Cresce e eu estarei sempre para te suportar". A terceira é a útil: "carregas às costas uma mochila que recebe competências. Todos os dias pões uma nova e vais procurando outras. Um dia as usarás para arranjares emprego. Por agora e também lá, usa-as bem".


Tenho-as sempre presentes. Penso nelas quando me olho ao espelho de manhã. Venho a pensar nelas no caminho, no autocarro, enquanto três ou quatro, eu incluída, se encontram numa discussão interessante com o Bruno Góis sobre o Estado Novo. Penso nelas quando me visto sabendo que tu irias dizer que as sapatilhas ficam horrorosamente mal com esta saia que, apesar de comprida, é mais de Verão que este tempo híbrido que tem estado. Penso nelas quando me dói um bocadinho que este seja o primeiro ano em que não tive um bolo de aniversário, que fazes questão de fazer, à minha vontade mas sempre decorado por ti, com o carinho e ternura que só tu, só tu Mãe, consegues colocar naquele amontoado de ovos e farinha.


Fiz-me Mulher? Bah, que sei eu? Às vezes tenho que vestir coisas de crescida e já me parece natural e é-nos tão estranho, este sentimento de pré-licenciada, este sentimento de que o verdadeiro mundo novo vem aí, que ter vindo para a faculdade a 300 km foi o início daquilo a que se pode chamar a *minha* vida.


É minha porque antes não era. Faz sentido, pois. Foi aquilo que disse à Filipa no outro dia, somos outras, porra! Somos outras porque já nos individualizámos de tal forma, enquanto seres pensantes, que já não somos nem propriedade da família nem do grupo de pares. Somos nós, sou eu. Até há pouco tempo, eu era uma extensão da família, como um braço de um círculo, devidamente incorporada no todo social com toda a influência que isso acarreta. Hoje sou eu um círculo, com ligações a círculos que têm ligações centrípetas ao meu: a família, os amigos, os trabalhos... tudo isso são círculos unos e individuais, tal como eu o sou e qualquer humano (que tenha começado o longo e infinito caminho do auto-conhecimento) o é.


Em Setembro vou para Trieste, Itália e, excluindo visitas, volto em Junho de 2009. Concluirei lá a licenciatura, se tudo correr de feição. Farei por isso e às adversidades que encontro sempre, mas sempre, e que não me largam desde aquele fatídico final do 11º ano, vou dizendo o que sempre digo: saiam, quero fazer-me mais e quero fazer de mim mais.


Mais o quê? Sempre mais, de qualquer coisa. Absorvo tudo - mas com calma, aprendi a dosear e é bom. É bom fluir, é bom ser a blackbox de um sistema, é bom receber inputs e emitir outputs sob a forma de palavras e gestos que são meus.


E só hoje, mas só hoje, é que fez sentido para mim a palavra "parabéns". Só hoje é que fez sentido para mim o acto da congratulação. Cada ano da vida é uma vitória. Pelo menos, é-o para mim, é-o a partir de hoje, é-o a partir desse momento iluminado, de lucidez e felicidade intensa. Festejei o meu décimo-nono aniversário porque quis. Porque não abençoeei, nem disparates do género, a vida que me deram, antes a aceitei e tomei-a como minha. E, como minha, este é o décimo-nono ano de vida que eu estou a aceitar, a tomar como meu. A vida é minha. O meu décimo-nono ano também. Poderia optar por não ter o vigésimo. Podia ter optado por não ter o décimo-oitavo. Saber que o faço em plena consciência, saber que tenho controlo sobre esta acção básica mas magnífica, saber que disponho da minha vida, saber que a posso perder, saber que a posso conservar ou deteriorar... saber tudo isso dá-me a sensação de poder. Poder relativo, claro, sei contar com as externalidades. Mas jogo com elas - como todas/os nós - e a partir de hoje, jogarei com mais felicidade por o estar a fazer. Porque a opção é minha, e foi uma vitória pessoal muito grande ter chegado aqui. Por isso, parabéns a mim, que nasci e optei por crescer, crescer, crescer...

Abril 24, 2008

As pessoas têm memória curta mas...

...tão curta assim?!

É esta a alternativa a Sócrates que o PSD quer apresentar?

Um debate de campanha entre eles seria do género: "diz o roto ao nu, por que não te vestes tu?".

Bah.

Abril 21, 2008

State of art

Há uma frase...
"[...] those who are best suited to power are those who have never sought it."
(que pode ser traduzida como algo do género "aquel@s que são mais indicad@s para assumirem o poder são aquel@s que nunca o procuraram")
...que poderia ser de um/a filósof@ ou pensador/a importante, pela genialidade de conseguir dizer tanta coisa em tão poucas palavras mas é, na realidade, uma frase retirada do 7º livro de J.K. Rowling - Harry Potter and the Deadly Hallows .
(side note: eu adoro Harry Potter)
Se a fonte à partida vos causar reacções de escárnio ou de descrédito, por favor procurem esquecê-la. É que isto é importante.
E repetitivo.
Acontece que nos dias que correm, não é fácil bater noutra tecla. Quando decido escrever aqui, então, sobre coisas sérias, é porque estou tão cansada de as remoer sozinha que preciso de as vomitar aqui.
Desde que saí de casa (para estudar fora) que não vejo telejornais, pelo que as minhas fontes de informação são fundamentalmente os jornais (official report) e a internet (fundamentalmente, pelas informações laterais preciosas). Mas o Expresso, por hábito familiar, continua a ser rotina.
Isto para dizer que a culpa deste texto é dividida entre o Expresso e três conversas de café que tive no fim-de-semana.
Detesto a forma como se joga o poder. Na realidade, detesto que se jogue o poder.
É isso que @s merdos@s fazem. O que se vê por aí: merdos@s a disputarem a merda.
Ter vindo viver para Lisboa tornou, muito de repente, o tecto demasiado perto. Num país que vive em torno da capital e para a capital mas que, simultaneamente, é pequeno, faz com que o simples facto de, por exemplo, estudar no ISCSP nos ligue a uma autêntica rede de contactos alegadamente favorecidos, àquela rede de contactos do poder real e institucional mas também do poder dito sombra - eu prefiro dizer paralelo (porque o é).
O que é fixe para @s merdos@s? Brincar com o poder institucional com as ferramentas do paralelo.
Como é que chegámos a isto?
Recorrer ao pessimismo antropológico, é quase tautológico. Culpar Maquiavel é redutor. Mas, nos dias que correm, comportarmo-nos no pequeno plano como um grande soberano em plena época de real politik é, no mínimo, ridículo. Ridículo mas perigoso.
É que ess@s merdos@s andam desde cedo a brincar à política. E depois ouvimos comentários do género: "epá el@ é um/a grande estratega da política... conseguiu os votos lá do círculo del@".
Serei a única a rotular tudo isto de uma infantilidade perigosa?
Acho que é fácil perceber o ponto de "infantilidade". Afinal, são putos a dar um ar da sua graça.
Este fim-de-semana passei pela sala já não sei quando e a tv estava ligada com a imagem do Durão Barroso em novito. Até me arrepiei só de pensar n@s merdos@s que um dia poderão estar ali.
Mas afinal, que quer um/a merdos@ do Poder? Quer poder. Poder pessoal, ganho a custo de batalhazinhas ridículas, em debates ridículos, em circunstâncias ridículas, de somenos importância para o todo, para o colectivo, mas que julgam grandes vitórias, grandes conquistas, grandes desafios a uma alegada mente brilhante, que conseguiu passar à frente de não sei quant@s totós como el@s que procuram a mesma coisa.
É TUDO UMA CAMBADA DE MERDOS@S.
É aquilo que a nossa Democracia tem sido. Uma arena de totós.
E o que é que esta arena de totós trouxe?
Um país em que os "cérebros" que produz têm um bilhete de viagem não pago direitinho ao estrangeiro para brilharem lá fora.
Um país reprodutor de merdos@s, em vez de exterminador.
A sério, só me dá vontade de recordar as rezazinhas todas que aprendi na catequese cada vez que me vêm à memória @s merdos@s que querem mandar em mim daqui a uns anos.
Onde está a Política da e pela pólis?

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Abril 15, 2008

Razões de alma.

Março 18, 2008

Capital Social

Social capital refers to the institutions, relationships, and norms that shape the quality and quantity of a society's social interactions... Social capital is not just the sum of the institutions which underpin a society – it is the glue that holds them together. (The World Bank, 1999)

Qual linfa intersticial, o capital social é um conceito relativamente recente nas Ciências Sociais. Dizem-no vulgarizado há vinte anos e, em Portugal, ao que parece, é agora que o meio académico começa a despertar para este conceito como um conceito que vale só por si.
O ano passado, num trabalho que tive de fazer para a cadeira de Sociologia, houve uma frase minha que acabou numa interrogação: “não deveria a Ciência ter um carácter normativo”? A Professora, numa nota à sua correcção, escreveu: “só esta ideia dava para um trabalho…” e agora é que vejo mesmo que ela tinha toda a razão.
Temos um historial de classe(s) política(s) déspota(s) enquanto classe(s), fiel a uma falsa manutenção de uma ordem sempre inexistente. Quanto mais conheço a História do meu país, que não é aquela que me contaram na Escola Primária, melhor a introspecção de nós mesm@s se torna. Mais imediata, pelo menos. Quanto mais conheço a História do meu país, menos fé tenho em nós, menos me apetece mudar algo a que não escolhi pertencer e que fui ensinada a amar (com um culto ainda mais intenso do que o culto a Deus a que a minha educação Católica me obrigou).
Não fui feita para amar abstracções. Nos meandros da minha irracionalidade, apetece-me calar Maquiavel e Napoleão, com os seus Estados e Vive la Nation.
Mas é só mesmo nos meandros da minha irracionalidade. No dicotómico mote de ordem e progresso, há um a juntar-se-lhe: igualdade e liberdade. Começam quase por ser correspondentes, nesta selvajaria capitalista e liberal, onde o fosso entre ric@s e pobres aumenta diariamente e que tem como catalisador o próprio apregoar de uma igualdade barata que só existe para quem o rei não vai nu.
Nunca se poderá aplicar uma lógica maniqueísta na utópica resolução de um conflito eterno. Mas se sem lugar é a resolução do conflito, toma lugar o presente nas nossas vidas. E há um conjunto de relações estabelecidas, efectivamente, entre os agentes colectivos ou individuais que, aparentemente, são o maior contributo da força motriz deste Estado. Relações de desconfiança e inveja, relações de competitividade mesquinha – da autarquia a Lisboa, de Lisboa à autarquia, nas empresas e das empresas a elas mesmas, há um clima de não cooperação – o aproveitamento de recursos não existe, “cortam-se árvores porque fazem sombra a arbustos” e cooperação é um mito. Mais do mesmo...

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